O 0 dia foi daqueles e você chega em casa tarde, pronto para tomar uma ducha. Entra no banheiro, abre a torneira e, na hora de fechá-la… bingo! Dá dez voltas no volante e a água continua jorrando. É nessa hora – e só nessas horas, mesmo – que a gente se lembra do vedante. já deveria ter sido trocado aos primeiros sinais de desgaste. Quem nunca viveu uma situação assim que atire a primeira pedra. Tudo porque, na correria diária, acabamos esquecendo o primeiro mandamento da manutenção: evitar o problema antes que ele aconteça. A idéia deste calendário, portanto, é ajudá-lo a agendar pequenos reparos e limpezas e a verificar instalações, evitando transtornos fora de hora. Sugerimos os melhores meses para cada trabalho, levando em conta que os serviços externos não devem ser feitos em época de chuva. Mas você pode remanejar as datas conforme suas necessidades.
Preste atenção nos símbolos usados no calendário:
F Fácil – você mesmo faz ou D Difícil – chame um especialista.
Aproveite as dicas e mãos à obra.
Verifique se há desgaste ou frestas no silicone que veda a junção de cuba e bancada. Se necessário reaplique o produto. Aproveite para substituir o courinho desgastado dos vedantes das torneiras.
Não é preciso mais que água, sabão neutro e escova ou vassoura com cerdas de náilon para mantê-los limpos.
DICA
No dia-a-dia, mantenha afastado do mármore produtos como mercúrio, batom, tinta, perfumes, papéis coloridos e mostarda, principalmente do branco thassos, muito alvo e fácil de manchar.
Limpe com pano úmido. Nada de álcool, detergente ou vaselina. Quando a chave começa a enguiçar, coloque grafite em pó nos cilindros com a ajuda de uma bisnaga apropriada ou embalagem vazia de colírio. Você encontra grafite em pó em lojas de materiais de construção.
Esvazie e lave com água sanitária e escova de náilon. Se quiser desinfetar o encanamento também, encha a caixa e acrescente 1 litro de água sanitária para casa 100 litros de água. Espere duas horas, feche a entrada de água e esvazie o recipiente, abrindo as torneiras e disparando as descargas até sair todo o líquido.
Desligue tudo, retire a poeira dos disjuntores. Observe se há zinabre, camada verde que se forma quando o metal entra em contato com o ar ou com isolamentos derretidos. Se houver, chame um eletricista para dizer se é caso de limpeza ou substituição.
É necessário trocar a areia do filtro se houver gumos (coágulos formados pela acumulação de produtos químicos) no recipiente.
DICA
Na obra, atenção à aplicação de zarcão nas grades. Muitas vezes ele não penetra bem nas frestas. Vede-as com massa plástica. Se houver sinal de ferrugem, use lixa grossa e retire a parte afetada. Aplique um neutralizador de ferrugem, o zarcão e a tinta.
Nas regiões litorâneas, reaplicar hidrofugante anualmente. Em cidades do interior, faça isso a cada três anos.
Não espere a tinta descascar. Se estiver em tempo, aproveite o final das chuvas para repintar a fachada, lembrando que a parede deve estar limpa, firme e coesa. Prefira tintas para exteriores que já vem com proteção contra raios ultravioleta. As do tipo elastomérico acompanham pequenas movimentações, naturais de qualquer estrutura, escondendo as fissuras leves.
Recomenda-se lavá-la com jato de água. Se lascar, faça o reparo usando a mesma massa numa tonalidade mais clara – assim, não fica diferente do restante da parede que já sofreu ação do sol.
Hidrofugantes são bem-vindos. Atenção ao rejuntamento entre as pedras. Se estiver danificado, é preciso refazê-lo o mais rápido possível.
DICA
A cada três anos, passe verniz com base sintética ou hidrofugantes na fachada de blocos de concreto.
Envernizadas: Use lixa nº 120 ou 140 e reaplique verniz com resistências às intempéries e proteção contra raios ultravioleta. Há produtos que duram mais de um ano.
Pintadas: Só vão pedir retoque a cada um ano e meio. Teste, abrindo e fechando as esquadrias várias vezes, o funcionamento de rolamentos e ferragens. Se estiver começando a emperrar, coloque grafite em pó. Caso isso não funcione, troque as peças antes que estraguem por completo.
DICA
A cada seis meses, utilize silicone líquido nas esquadrias de alumínio para protegê-las das agressões do meio. No litoral, o cuidado deve ser repetido a cada dois meses.

Limpe o copo do sifão ou caixa de ralos, retirando sujeiras acumuladas, como cabelos, no caso dos banheiros, e gordura em cozinhas.
Tem que ser limpa por um profissional especializado, o limpa-fossa. Naquelas em que se usam bactérias para digerir matéria orgânica, basta reaplicar os microorganismos, à venda em lojas de materiais de construção.
DICA
No dia-a-dia, quem dispõe de fossa séptica em casa deve evitar jogar papel higiênico no vaso, pois o material pode entupi-la.

Procure telhas quebradas. Confira se as amarrações estão em ordem, principalmente nas coberturas muito inclinadas. Observe se o madeiramento cedeu ou embarrigou, como dizem os telhadistas. Isso indica que é preciso reformá-lo – inverter a posição das vigas abauladas ou trocar as apodrecidas. Substitua a massa que fixa a cumeeira caso esteja trincada.
Retire folhas e sujeira que possam obstruir a passagem da água. Nos modelos de chapa galvanizada, procure pontos de ferrugem, lixe-os (com lixa média para ferro) e passe tinta esmalte.
DICA
No final do inverno, aplique cupinicidas em portas, janelas e pilares de madeira. É que esses bichinhos começam a aparecer em dois meses.

Lave com água e vassoura. Se quiser impermeabilizá-la, use hidrofugantes ou resinas acrílicas para esse fim.
Lave com água corrente e água sanitária, na proporção de 5 partes para 1. Atenção: não pise diretamente sobre as telas, use tábuas apoiadas sobre elas.
Pode-se empregar resinas acrílicas para manter o material em bom estado. Antes de providenciar os retoques nas áreas que estão com a proteção desgastada, limpe bem a superfície, retirando toda a poeira.
DICA
A cada dois anos, lave as telhas de concreto com uma solução de ácido muriático, na proporção de 1 parte de ácido para 20 de água.

No caso de os ferros de amarração estarem aparentes por desgaste do concreto, consulte um engenheiro para fazer o reparo. Se não houver esses sinais, apenas envernize os pilares e as vigas com produto específico.
Verifique se a bóia está no chamado nível operacional, que você identifica com a sigla NO, dentro da caixa. Caso esteja acima dessa marca, ajuste o nível retirando manualmente o excesso de água.
Remova o zinabre(camada verde) dos ferrolhos de latão oxidado. Misture, na mesma proporção, água e ácido clorídrico(também chamado de muriático). Umedeça um pano nessa solução e esfregue no local. Esse ácido é muito forte e pode queimar a pele. Por isso coloque luvas e máscara.

Manchas de umidade?
Lave a alvenaira com solução de partes iguais de cloro e água e coloque também sabão em pó. Isso pode ser feito a cada três meses. Sempre que sair do banho, deixe o ambiente bem ventilado. Chame um encanador para ver se o problema é de infiltração ou de ventilação insuficiente.
A umidade pode vir de uma infiltração de algum vazamento ou da falta de ventilação do ambiente. Só um encanador pode descobrir a origem. A solução de emergência é a mesma citada acima.
DICA
A cada cinco anos, passe uma nova camada de zarcão nas esquadrias de ferro, depois de retirar a pintura antiga com uma lixa. Em seguida, repinte.

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Observe se ela demora para fechar, desperdiçando água. Se isso estiver acontecendo, regule-a ou troque a peça.
Use polidores não corrosivos para realçar o brilho das peças cromadas, douradas ou grafite.
DICA
A cada seis meses, limpe os arejadores, estas pecinhas atarrachadas no bico da torneira, cujos furinhos podem entupir. Aproveite para limpar o filtro de água da cozinha – basta acionar o sistema de retrolavagem.
PISO DE CIMENTO QUEIMADO
Pode recobrar o bilho com uma demão de cera incolor
Lave piso e parede com produtos de limpeza desengordurantes ou à base de cloro, encontrados nos supermercados. Evite usar ácidos, pois há risco de atacarem o pigmento do rejunte ou o esmalte do revestimento.
DICA
No planejamento do jardim, fuja de espécies de raizes grandes, como o Ficus pumila (unha-de-gato), que levantam calçadas e mexem com a estrutura dos muros.
Fonte: Eucatex
Reportagem: Karina Leal Yamamoto
Fotos: Alfredo Franco, Dario de Freitas, Holanda Cavalcanti, Marcelo Saraiva e Marcos Lima.